Git-work Project


Git-work são extensões minimalistas para Git, fornecendo operações de repositório de alto nível.

Unsplash image Photo by Zachary Nelson on Unsplash

Introdução

Git, segundo a Wikipedia, é um sistema de controle de versão distribuído e um sistema de gerenciamento de código fonte, com ênfase em velocidade. O Git foi inicialmente projetado e desenvolvido por Linus Torvalds para o desenvolvimento do kernel Linux, mas foi adotado por muitos outros projetos.

Ele é o padrão atual para o controle de versão de softwares. Não há nenhum outro concorrente que seja tão simples e eficaz.

Apesar de ser um magnífico sistema, por muito tempo não havia um padrão definido em como trabalhar em equipe ou mesmo sozinho, ou seja, como enviar de forma eficiente uma alteração feita por você; como ser eficaz ao trabalhar com branches; se devemos trabalhar diretamente no master ou em branches secundários; como iniciar uma alteração quando o projeto recebe uma issue, etc.

Hoje em dia temos um padrão chamado git flow. Ele vem instalado nas últimas versões do Git e você pode configurá-lo digitando git flow na linha-de-comando.

No entanto, ainda que o git flow não seja um padrão complicado de se utilizar, ele não nos deixa customizá-lo de forma simples num único lugar (são alguns arquivos bash que devem ser editados), é verboso e não define um padrão para as mensagens dos commits.

Nesse artigo eu irei lhe apresentar o meu mais novo “pet project” chamado git-work, que é uma alternativa minimalista ao git flow.

O que é Git-work

Assim como o git flow, o git-work é uma coleção de extensões para a linha-de-comando do Git.

O nome escolhido é devido a semântica ao digitar os comandos como, por exemplo, git work done para concluir uma issue. Legal, não?

É um projeto extremamente novo (apenas alguns dias) porém com um grande potencial, na minha humilde opinião.

São extensões minimalistas para Git, fornecendo operações de repositório de alto nível além de padronizar, um fluxo de trabalho com os branches, que poderá ser totalmente customizável.

Motivação

Eu tentei (tento) utilizar alguns clients para Git como Github Desktop, SmartGit ou GitKraken. Apesar desses e dezenas de outras IDE’s serem ótimos produtos, podem ter restrições de uso, além da curva de aprendizado para utilizá-los.

Além disso, no meu caso, eu utilizo Git em alguns computadores e não posso me dar ao luxo de ter que ficar atualizando e reconfigurando IDE’s em todos esses computadores caso eu queria mudar meu modo de trabalho.

Eu sou um cara “old-school”.

Gosto das coisas mais simples e manuais. Gosto de saber o que está acontecendo nos “bastidores” quando clico num botão. Gosto de aprender a utilizar algo reduzindo-o à sua interface mais básica.

Então voltei para a linha-de-commando, onde posso fazer literalmente tudo com o Git. Menos é mais, certo?

Mas a linha-de-comando pode ser assutadora quando você não conhece os comandos. E, mesmo depois de aprendê-los, pode ser ineficaz se você tiver que fazer tudo de forma manual.

Então como eu poderia utilizar a linha-de-comando, mas automatizar os comandos mais utilizados e, ao mesmo tempo, definir um fluxo de trabalho padronizado?

A ideia de construir o git-work me ocorreu após uma tarde de intenso trabalho e uso do Git em um projeto particular.

Trabalhei em algumas issues e foi bastante ineficaz ter que ficar indo e vindo entre os branches para fazer a mesclagem além de ter que ficar digitando comandos que poderiam ser automatizados.

Além disso, não ter um fluxo de trabalho pré-determinado me fazia perder tempo para identificar o próximo passo.

Então nasceu o git-work.

Características

Inicialmente eu pensei em codificar o git-work em Object Pascal. Sério. Porém vi que o mais simples a fazer seria utilizar Bash scripts.

O Git é bem integrado com Bash então… Por quê não?

Criei o projeto no Github, codifiquei as primeiras características e subi os fontes.

Então meu amigo Fabrício Cabral se interessou pelo projeto e começou a trabalhar e melhorar o código.

No momento da escrita desse artigo já temos algumas funcionalidades.

Após “instalar”, digite git work para ver os comandos:

git-work

Esses comandos ainda serão aperfeiçoados, pois estão em constante desenvolvimento.

Fluxo de Trabalho

Após um usuário registrar a issue #41 no seu sistema de tickets, você inicia um fluxo:

  1. Digite git work issue 41 para criar uma nova branch com o nome 41 a partir da master, já com checkout automático para o 41;
  2. Enquanto você vai alterando os fontes, poderá digitar git work commit "mensagem" para ir comitando seu trabalho;
  3. Quando você tiver terminado o trabalho, digite git work done para ir para o master enquanto o sistema faz o merge com a atual branch 41.
  4. Então você pode enviar suas alterações para o servidor digitando git work push para enviar a branch atual, que é a master.
  5. Quando tiver uma versão de release, o comando git work release 1.0 poderá ser utilizado. O git-work irá criar uma nova tag a partir da master e enviar ao servidor.

Pode não parecer muito agora. Os comandos são muito similares aos comandos do próprio Git, porém tudo ainda está em desenvolvimento.

Os scripts irão verificar, na medida do possível, se você está utilizando os comandos certos, nos branches corretos.

O branch padrão poderá ser configurado (padrão master) para que os comandos done, push e release saibam onde pegar os fontes atuais.

As mensagens do commit poderão ser padronizadas com o número da issue no início. Exemplo: “#41 this fix…”.

E se todos os (futuros) parâmetros customizáveis ainda não sejam suficientes para suas customizações, bastará você alterar apenas o único arquivo nesse projeto.

Ainda há um grande caminho a percorrer.

Conclusão

Essa é apenas a versão 0.1 desse projeto que só tem poucos dias de vida.

Padronização, eficiência e simplicidade. Essa é a proposta desse projeto.

https://github.com/mdbs99/git-work.

Até logo.

Posts Relacionados

  • Redefinindo Classes

  • Imutabilidade do Estado

  • Diretivas de Compilação

  • Declarando Unidades

  • James 2017-07

  • Objetos Validadores

  • Atributos Não Existem

  • Mutabilidade Encapsulada

  • Atributos Primários e Secundários

  • Estado do Objeto