A Definição de Objeto


Nesse artigo/vídeo eu explico a definição correta de Objeto dentro do paradigma da Orientação a Objetos.

Introdução

Então, o que é um Objeto?

Para responder a essa pergunta precisamos saber o Contexto.

No contexto puramente técnico, um Objeto nada mais é do que uma estrutura com dados e funções.

No contexto da Orientação a Objetos, no entanto, um Objeto é a representação abstraída de uma Entidade.

Uma Entidade pode ser uma pessoa, um animal, uma bola, um pixel, um relatório, um arquivo, um diretório… qualquer coisa que deva ser representado dentro do software é um forte candidato a ser um Objeto.

Mas muitos desenvolvedores não conseguem fazer essa distinção, entre o contexto técnico e o contexto da arquitetura.

Eles continuam enxergando um Objeto (apenas) como uma estrutura de dados e funções e não conseguem entender a diferença entre programação Procedural e a Orientada a Objetos.

Abstrações e Camadas

Desenvolvedores precisam entender que existem abstrações e camadas para o contexto Técnico e também para o contexto da Arquitetura.

Desde a época do cartão perfurado, passando pela linguagem ASSEMBLY, até as linguagens mais modernas de hoje em dia, os engenheiros foram adicionando mais e mais camadas e abstrações às linguagens.

As linguagens mais modernas hoje são frutos dessas adições de abstrações e camadas técnicas, com o objetivo de melhorar o código e a codificação em si.

Paradigmas como a Orientação a Objetos adicionam abstrações para melhorar a arquitetura.

Mas cada abstração ou camada, seja técnica ou arquitetural, são apenas simplificações da realidade, pois para o computador, no fim, tudo será representado por “zeros e uns”.

A maioria dos programadores entendem e utilizam as abstrações técnicas no dia-a-dia sem nem mesmo pensar sobre isso.

Estou falando do uso de estruturas de repetição como FOR ou WHILE e estruturas condicionais como IF ou CASE.

Quando você utiliza uma estrutura FOR, por exemplo, o compilador irá gerar uma série de comandos ASSEMBLY com instruções GOTO.

Você não pensa sobre isso, não é? É como se a estrutura FOR fosse um Objeto e você apenas espera que ele exerça seu trabalho depois de passar os argumentos de inicialização.

Você deveria ter esse mesmo pensamento quanto estiver trabalhando com Objetos, dentro do paradigma da Orientação a Objetos.

Objetos

Olhe para um Objeto do mesmo modo que você olha para uma estrutura FOR, WHILE, IF, etc., ou seja, você não pensa como essas estruturas funcionam internamente (encapsulamento). Você só sabe quais são seus argumentos de inicialização (construtor) e espera que eles trabalhem (comportamento) corretamente.

Orientação a Objetos é isso, apenas mais uma camada, mais uma abstração de arquitetura acima do código procedural.

Entender esse conceito sutil é o início para você começar a utilizar a Orientação a Objetos da forma mais correta.

Orientação Objetos não substitui o paradigma Procedural, ela o complementa; o aprimora.

Conclusão

Os computadores continuam trabalhando com a mesma premissa procedural desde que eles foram inventados.

O fato é que estamos presos a isso, de certa forma.

Mas podemos abstrair, podemos adicionar camadas que facilitem o desenvolvimento da arquitetura e entendimento do código. A Orientação a Objetos faz isso muito bem utilizando artefatos que nós chamamos de… Objetos.

Até logo.

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