Usando Paths ao invés de Diretivas de Compilação


Já pensou em utilizar paths, ao invés de diretivas de compilação, para compilar seu projeto em diferentes plataformas?

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Em meados de 2017 eu escrevi um artigo sobre Diretivas de Compilação, explicando como poderíamos encapsulá-las para ajudar a tornar o código multiplatform.

Basicamente teríamos uma unidade comum a todas as plataformas (FPC e Delphi) e outra(s) unidade(s) específica(s) para cada uma delas.

Por exemplo: uma unidade FooFuncs seria a principal enquanto FooFuncsFPC e FooFuncsDelphi seriam as especializadas.

A unidade FooFuncs utilizaria as unidades especializadas e seus identificadores—interfaces e classes—seriam redefinidos utilizando uma nomenclatura mais genérica para toda a lib ou projeto e sem dependências com qualquer plataforma.

Após quase 2 anos, eu mudei esse conceito para um modelo que considero ainda mais simples e sem utilizar diretivas de compilação: utilização de apenas paths para cada plataforma.

* * *

Veja o projeto Xavier lib, por exemplo.

Dentro do diretório xavier/src/ podemos ver dois subdiretórios: fpc e delphi.

Cada diretório possui 1 unidade com o mesmo nome: XavierCorePlatform.

Sabemos que um projeto não pode ter unidades duplicadas, então como isso funciona?

Basta aplicar o path por plataforma, ou seja, apenas 1 unidade será utilizada por projeto. Se você está utilizando o Delphi, irá utilizar apenas o path src\delphi, por exemplo.

E é só isso.

As vantagens são visíveis em relação a abordagem anterior que utilizava diretivas:

  • sem necessidade de diretivas de compilação
  • não é necessário redeclarar identificadores de unidades especializadas
  • não é necessário haver uma unidade genérica—ex: FooFuncs
  • basta 1 unidade por plataforma
  • menos código

No entanto, você poderia considerar a (possível) duplicação de código como uma desvantagem, visto que haverá implementações de classes, com o mesmo nome, em unidades por plataforma. No projeto Xavier, por exemplo, vemos que há algumas linhas muito similares… mas isso não é um problema real.

A implementação por plataforma pode ser muito diferente uma da outra. Existir algumas linhas similares—ou mesmo iguais—é um preço mínimo a se pagar, na minha humilde opinião.

Finalmente, repare que todo código comum entre as plataformas devem estar em outras unidades—no caso do Xavier, tais códigos compartilhados estão em XavierCore e XavierAdapters, utilizados pelas respectivas XavierCorePlatform em cada plataforma.

Até logo.

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